quarta-feira, 16 de setembro de 2009

...

E O CALOR DO MOMENTO,

COM O TEMPO,

ESFRIA.

TODA TRISTEZA

E TODA ALEGRIA,

QUALQUER DIA,

APENAS SERIA.

PALAVRAS FORTES,

REVELAÇÕES,

CHOQUES, SURPRESAS,

AGITADOS CORAÇÕES.

TUDO,

COM O TEMPO,

SE ACALMA,

ATÉ A ALMA.

E QUANDO A GENTE VÊ,

TÁ SENTADO,

NO CHÃO,

CHORANDO

OU RINDO EM VÃO,

ASSISTINDO AO FILME DA VIDA QUE VIROU LEMBRANÇA.

E AGORA A GENTE SABE QUE CABE NUMA CAIXINHA.

NAS CARTINHAS DAS NOSSAS ESPERANÇAS.

DAS NOSSAS CRIANÇAS QUE NÃO CRESCERAM.

MAS DESAPARECERAM NESSA EUFORIA

QUE CHAMAMOS DIA-A-DIA.

NOSSO DESAFIO,

SEGUIR O CURSO DESSE RIO,

SEM ARREFECER.

E, MESMO NOS DIAS FRIOS,

QUE PASSAR,

AMAR

PORQUE TUDO PERDE UM POUCO A IMPORTÂNCIA

E NOSSA IGNORÂNCIA

ESTÁ EM NÃO SABER QUE QUASE NADA É TÃO IMPORTANTE,

QUANTO SER INTENSOS

NESSE IMENSO TÃO PEQUENO

INDECIFRÁVEL PROCESSO

DE VIVER..

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Se avexe não...

Abandono...nada!

Gosto de me abandonar,
de me jogar,
mergulhar no mar,
de assistir ao luar.
Gosto de me abandonar
no teu corpo
e sentir teu gosto.
Gosto de me abandonar,
de fugir de mim,
de me esconder, enfim.
Gosto de me abandonar
no nosso encontro
e no teu olhar.
Gosto de me abandonar
porque abranda a dor.
Gosto de me abandonar
ao amor.
No meu abandono
encontro todo dia
um pouco de alegria
pra viver.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

boomerang (blues)...

Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
E se você fizer o mal
Com o mal mais tarde
você vai ter de viver.

Como um boomerang tudo vai voltar
E a ferida que você me fez é em você que vai sangrar
Eu tenho cicatrizes
Mas eu não me importo não
Melhor do que a sua ferida aberta
E o sangue ruim do seu coração.


- Zélia Duncan -

Eu e o Universo daremos a nossa resposta!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O que arde, arte.


Para você que roubou meus dias ensolarados de verão, minha razão quer - contente - dar de presente, como último que por si diz que é, um Adeus bem ao meu modo, calado.

E a arte que me trouxes, porque a certa altura eu não reconhecia, hoje me pergunto o que é, mas só pra poder responder: com certeza é sentimento, do que se faz o arrepio, a lágrima que brota no olho, como a nascente de um rio, é feita só de emoção, assim como eu descobri que sou, não se encontra nas frias linhas das partituras, senão no coração e na alma do artista, não está na exatidão do cientista.

A arte não está num trago ou num gole, mas no fim do caminho que – para os que a possuem em si - eles quase sempre encurtam.

A arte não está nas vazias palavras do discurso anárquico e revoltado dos que querem parecer artistas, com seus trejeitos rotulados, e sua postura marginal. Arte é a corajosa espontaneidade que reprimimos tantas vezes em nós e nos outros, mas que teima em desafiar os limites da razão que julgamos ter.

A arte está no ser e se assumir diferente, a arte está em tudo que os olhos, a alma e o coração do artista podem enxergar. E a arte não está em nada disso senão na difícil tarefa e se equilibrar na corda bamba da vida.


E pra viver a arte não basta uma vida de mil séculos embora para percebê-la seja necessário apenas um segundo da consciência que insistimos em não ter.

Boa semana e reflexões a todos.

Um beijo.




quinta-feira, 30 de julho de 2009

Vitrines, espelhos... e a vida.

A vitrine é minha,
arrumo do meu jeito,
muitas vezes,
por querer,
vai um defeito.

O espelho é meu,
só reflete o que eu quero,
sua vontade é nada,
lucidez,
imagens alternadas,
sem nitidez.

O quarto é meu,
nem todo mundo entra,
sombras formadas da luz que penetra.
Pela janela,
o lugar dela.

A piscina é minha,
meu mergulho é só,
profundezas encontradas no raso
e viro pó.

Essa chuva é minha,
cada gota molha a minha vida,
esfria...
nas pontas dos dedos,
escondo segredos.

O medo é meu,
faço dele o que quiser,
pode vir o que vier
que eu encaro,
sem preparo.

O arrepio é meu,
frio na espinha,
evidência minha,
já se escondeu.

A vida é minha,
se eu quiser,
pranto,
se não quiser,
canto
ou, em mim imerso,
faço verso.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Aperitivo de Saudade




Metade de mim,
saudade sem fim.
A outra parte,
nem sei.
Surpresas reservadas,
pensei.
Sem pensar,
senti.
Fora de controle.
Não posso prever,
apenas desejar,
esperar.
E sem esperar,
conheci você.
Para quê porquê?
Aparentemente distintos.
Iguais no desconhecido universo do sentimento.
A noite e o dia...
e quem diria?
saudade.